Eternize-se.

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“Incomode-se com o comodismo”

A cada dia que passa tenho sempre tentado buscar meu lugar ao sol (sombra) no ramo da fotografia de casamento. E cada vez mais tenho percebido o quanto é complexo estabelecer um nível de trabalho que possa ter o peso necessário para ser considerado como singular e próprio. Desde que começei a acompanhar mais assiduamente os profissionais que me inspiram, como Fernando Paes, Vinicius Matos, Carol Costa, Fernanda Ferraro, Evandro Rocha, Ale Borges e muitos outros, que até seria necessário outro post só para enumerá-los; passei a entender melhor qual é o nível que a fotografia que eu quero fazer deve ter, e com isso sentir na pele que há uma enorme lacuna entre o clicar de um botão e o fotografar. A bagagem necessária para apresentar resultados de profissionais como os que citei acima vai muito além da capacidade de fotografar. Adaptando uma frase que Vinicius Matos citou em sua palestra no Wedding Brasil 2011: “As pessoas não vão atrás de um fotógrafo só porque suas fotos são bonitas”, aliás o conceito de bonitas, neste caso, depende principalmente de quem absorve tal conteúdo (segmentação). Portanto, tenho aprendido com o tempo, que um bom fotógrafo deve ser dinâmico, comunicativo, apresentável (isso não significa ser bonito), responsável, comprometido com seu cliente e com o seu trabalho, deve oferecer ao seu cliente além daquilo que ele espera, pois tudo aquilo que o cliente espera não agrega valor à nosso trabalho, apenas empata, e a não ser que queira ser um profissional comum, devemos estar aptos a impressionar. Para isso, não basta apenas apresentar o novo, não basta incrementar o trabalho aleatóriamente, cada cliente é um segmento, com suas prórprias vontades e desejos e é ladeando essas diretrizes que está o ponto chave do profissionalismo, é atingindo esses objetivos que somamos um ponto a mais à nossas capacidade e assim conseguimos evoluir.

Tudo isso que disse, elencando meu ponto de vista, pois não sou nenhum especialista a ponto de ditar o certo e o errado; pode parecer clichê, mas quero aqui, compartilhar com as pessoas de meu nível, até então, e as que estão mais perto do começo do que eu, uma possibilidade de enxergar algo que parece ser tão óbvio mas que a grande maioria só enxerga, mas não vê. Certamente, muitos têm o mínimo de conhecimento empírico suficiente para tentar fazer o seu melhor, e eu digo, por experiências de “cerne”, que o melhor de quem está começando não é o melhor de nada. O meu melhor é o melhor até onde eu sei apenas, mas sempre há alguma coisa a saber e a aprender, portanto hoje eu aprendi e sinto a diferença, pelo reconhecimento, o quanto vale a busca por aprimoramento, o quanto vale tentar buscar o melhor além dos nossos limites, pois isso quebra as barreiras impostas à nosso crescimento, nos desafia e nos desacomoda, e não há incomodo maior, ao crescimento profissional, do que o comodismo. Ele amortiza nossas expectativas e nos obstrui, dando uma falsa sensação de satisfação. Então tome sempre cuidado quando achar que está satisfeito, sempre olhe para lado e veja se “cá ou lá” é realmente o lugar que queria estar. Se for, pode ter certeza que é capaz de ir muito mais longe. Basta desacomodar-se. Ou como diria Fernando Anitelli “…e não acomodar com o que incomoda.” Boas fotos… (Eduardo Nunes – ao som de Black Rebel Motorcycle Club – Acoustic Concert for KEXP).


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