Eternize-se.

Compartilhar para evoluir.

Até pouco tempo não conseguia entender quais as vantagens que poderia obter me aliando àqueles que disputam comigo o mesmo espaço no mercado e  que ainda são denominados por alguns, como concorrentes. Achava inviável partilhar idéias, conhecimentos e informações sobre nosso trabalho, resguardando apenas a mim o direito de usufruir do pouco que entendo. Mas depois de dar os primeiros passos na trilha que eu começei a traçar para minha vida e iniciar uma busca mais aprofundada para obter uma carreira sólida e merecedora de reconhecimento, comecei a perceber que a maioria dos profissionais que passei a admirar e ter como referência para meus trabalhos, têm um compartilhamento de técnicas e informações totalmente aberto e entrosado. Esses profissionais têm o ideal de fazer que seus conhecimentos sejam difundidos plenamente e eu via isso como sendo apenas um trabalho de promoção de seus próprios egos,  que eles só faziam porque já ocupavam um patamar consolidado e inabalável, enquanto nós “CORPOS DXs”, (pelo fator de corte… nos orçamentos kkkk) vivíamos a realidade de sempre estarmos batalhando para, no mínimo, sobre-viver na profissão, ficando apenas com a “Xepa do morango do nordeste”. Esse era meu modo de ver as coisas e talvez uma concepção que tinha pelo fato de estar estático e descentralizado de meus ideais. Contudo, quando passei a ter um pensamento mais amadurecido e buscar “os segredos das mentes milionárias”, começei a perceber que o compartilhamento de técnicas, idéias, experiências e informações, pelos grandes profissinais do ramo, eram muito mais do que egocentrismo, ou melhor não se tratavam nem um pouco disso.

Eles estão lá por merecerem, por terem um trabalho diferenciado e especial, por enxergarem além do que todos vêem; e o compartilhamento que têm capacidade de oferecer, é, além de uma característica que os transferem vários níveis acima de meu intelecto, uma forma de blindar a profissão e elevar o nível do padrão de trabalho oferecido aos clientes. Pois com o conhecimento chegando à todos que sempre atuaram no ramo e, principalmente, àqueles que adentraram na fotografia como hobbystas ou curiosos, a execução dos trabalhos e a apresentação dos resultados finais, adquirem muito mais qualidade, assim, a percepção do cliente pelo que é bom e atenda suas necessidades, passa a ter muito mais referênciais e seu grau de exigência aumenta, tornando obrigatório o aprimoramento desses profissinais e fechando completamente o ciclo de evolução entre mercado/cliente/profissional.Infelizmente ainda não são todos que têm essa visão, grande parte ainda tem seu ego muito maior que suas capacidades, e se submetem a disputas completamente irracionais e desleais, baseadas principalmente na quebra de preços, o que acaba depreciando significativamente as características para ambas as partes do mercado. Em minha região, isso é mais que recorrente, profissinoais que se acham os “caras” atrás de uma lente e que se fecham completamente com seus conhecimentos, e vêem uns aos outros como inimigos, mas que estão trabalhando cada vez mais e ganhando cada vez menos. Portanto, fica o alerta, para que sejamos unidos e façamos que nosso trabalho seja muito mais do que um meio de sobrevivência. (Eduardo Nunes –  ao som de: Web Rádio Obturador Sonoro)

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